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22/05/12

TENSÕES BAIXAS - 1º contacto

Algum já experimentou baixar a tensão da encordoação para 15kg????

Este tornou-se um assunto de grande discussão em foruns internacionais, principalmente após a "descoberta" dos 11kg usados pelo italiano Filippo Volandri em Hamburgo.

Do que li nos foruns, é que não existe uma opinião conclusiva, existem muitos que gostam, e existem outros tantos que não gostam, e existem ainda mais os que tem receio de experimentar. Para tirar as minhas duvidas decidi experimentar.

Eis o teste:

A raquete: Dunlop Aerogel 300
A corda: MSV Focus Hex 1.27
A tensão: 15 kg a 4 nós
O court: Rápido
O local: Portela (Lisboa)

Este foi o 1º contacto com que fiz com uma tensão tão baixa, quando jogava com esta raquete usava a tensão entre os 24kg e 26kg, hoje em dia jogo com Prince Tour 100 e subi a tensão para 26kg/28kg.

Decidi bater na bola "sem medos", mas na realidade estava à espera que que bola fosse para o "quintal do vizinho", por incrível que pareça, fiquei surpreendido com o controlo oferecido a 15kg, mas surpreendente é a potência e spin gerados com o mesmo tipo de swing.

O encontro durou 2 horas. Os 1ºs serviços foram fora, pela falta da natural adaptação à nova tensão, mas rapidamente fiz o ajuste sem problema algum e os benefícios foram imediatos. O 1º serviço, chapado, entrou com mais potência, vi muitas vezes o meu adversário a responder descontroladamente. O 2º serviço, em kick, entrou com mais efeito, muitas vezes a bola subia acima da cabeça do adversário (+ ou - 1.80m).

Ao fundo do court o controlo foi surpreendente, principalmente pelo facto de não ter alterado a minha pancada em função à tensão baixa, o controlo foi idêntico à tensão de 26kg que usava anteriormente, quer de direita quer de esquerda. A bola entrou com mais spin e com mais potência, senti alguma dificuldade na troca de direcção, mas creio que foi mais erro técnico do que material.

No jogo de rede encontrei dificuldades, a pancada em toque tem mais saida, ou seja, as bolas ficam mais compridas, mas não subi à rede o suficiente para ter uma decisão conclusiva, necessito de mais horas de teste.

Em geral posso afirmar que foi uma experiência muito positiva, irei jogar mais algumas horas com esta tensão para tirar conclusões definitivas. O adversário com quem joguei, tinha uma bola fácil, por isso não tenho registo deste tipo de tensão em bolas mais pesadas e mais rápidas. Falta experimentar nas superfícies de terra e relva.

06/03/12

FORMAÇÃO DE TREINADORES DE TÉNIS

Estou (mas não devia) surpreendido com a lentidão e falta de vontade que existe no IDP.

Que haja novos modelos de formação e de reconhecimento. Optimo, é sinal de progressão.

Mas devido a esta pequena alteração, que teve no dia 01 de Junho de 2011 e será concluído a 31 de Maio de 2012, alteração esta que no meu entender é passar responsabilidades entre instituições e reconhecer treinadores já formados no novo modelo, demora 11 meses... aceitável (estamos em Portugal) ...o que NÃO É ACEITÁVEL é durante este processo de transferência não haja qualquer tipo de formação de treinadores.

A minha questão é PORQUÊ????

Será que só há uma ÚNICA pessoa a tratar desta transferência??!?!?

Será que é muito difícil chegarem a um consenso de formação e daí este tempo todo...

Se for este o caso, podem olhar para Espanha, além da RFET (Real Federación Española de Tenis), existe o RPT (Registo Profissional de Tenis) reconhecido em 121 países, Portugal está incluído. A próxima formação é do dia 10 a 12 de Março, alí... em Valencia.

Em Portugal, com sorte, só em Junho, do ano... vamos ver ser é este...

06/01/12

F.P.T.

Alguns dias atrás coloquei um "post" que demonstra a insatisfação de "alguém" perante a Federação Portuguesa de Ténis sobre algumas questões.

Hoje recebi um comentário do Paulo Costa (a quem agradeço desde já o esclarecimento e link facultados) em defesa do Play and Stay.

"O programa Clube Oficial Play+Stay baseia-se num sistema de acreditação de clubes, seguindo critérios base fundamentais para o desenvolvimento dos próprios clubes e do Ténis nacional." - E só adere quem quer!

"A partir de Janeiro de 2012 não se podem realizar competições oficiais Sub-10 com bolas normais.

O impacto do programa Play+Stay (P+S) faz-se sentir nesta alteração à escala mundial, resultante do trabalho realizado em vários países com destaque para Portugal. De acordo com Vitor Cabral, “…este momento consagra tudo o que tem sido feito no nosso país com o programa P+S. As novas regras estão de acordo com tudo o que fazemos no Circuito Smashtour há vários anos, o nos dá algum avanço e experiencia relativamente a outros países. Ainda falta realizar muito trabalho de implementação mas pensamos que o mais difícil já foi feito.

A FPT teve a coragem de assumir um papel de vanguarda no P+S desde 2005 (ano da nossa adesão) e somos considerados como um exemplo a seguir…
" - Portugal case study of Tennis Play and Stay

As novas regras do Play and Stay

O papel de Portugal no Programa Play+Stay

Página ITF:
Apresentações do Site P+S
Seminário P+S em Londres (2008)

Vídeos:
Lançamento P+S (Junho de 2007)
Estoril Open 2009
Acção da Fed Cup em 2010
Estoril Open 2011

in F.P.T.
www.tenis.pt

01/01/12

F.P.T.

É uma vergonha o que a Federação está a fazer ao Ténis!

A Federação e a maioria da sua Assembleia-geral!…

Quem é que no seu perfeito juízo aumenta o preço dos serviços numa época de crise extrema? Resposta: A Federação Portuguesa de Ténis e a maioria das Associações Regionais de Ténis.

Num ano em que se acumulam os torneios cancelados por falta de participantes, em virtude das maiores dificuldades financeiras das famílias em suportarem os custos de deslocações, de inscrições, de desgaste de material, de alimentação e ás vezes até de alojamento, qual será a melhor medida? Aumentar as taxas, claro!

Não é possível à maioria dos clubes portugueses suportar os custos crescentes de organização de torneios oficiais, pelo será expectável a diminuição drástica destes no próximo ano de 2012, com o consequente abrandamento da ténue evolução do desporto no nosso país. Por outro lado serão cada vez mais os clubes à beira do colapso financeiro, principalmente aqueles que insistirem em manter a mesma estrutura de custos que têm mantido até ao momento.

Nesta altura em que assistimos às prestações de Rui Machado, de Frederico Gil e de outros tantos, que tantas alegrias nos têm dado, vamos também assistir ao desmoronar de uma ideia de ténis que se pretendia para todos. Mercê das dificuldades financeiras crescentes, este será futuramente um desporto que se voltará novamente para as elites, por falta de vontade e de iniciativa federativa. Serão esses Srs. os carrascos do Ténis.

A gota de água recebi-a sob a forma de correio electrónico e assinada pelo director do departamento de desenvolvimento (não sei de quê, porque do ténis não deve ser certamente), o Sr. Vítor Cabral, esse papa-jantares do ténis português, que mais não faz que viver à conta de quem “cai no conto do vigário”. A mais recente inovação do “venha cá o meu” chama-se pomposamente “projecto de acreditação de clubes” e mais não é que uma “mama colossal”, senão vejamos:

€ 200 anuais só para ter um saco de bolas e poder ostentar o logo do programa. Se existirem 100 incautos são nada mais nada menos que € 20.000 sem mexer uma palha;

Ter todos os atletas federados, mesmo os praticantes, sem vantagem alguma para os atletas, nem para os clubes, porque o tão famoso seguro sai mais barato e com melhores coberturas, quando contratado directamente pelo clube, ao invés dos seguros contratados pela federação e por algumas associações regionais (mais uns quantos a mamar);

O ranking dos clubes “Play and Stay” é um acto profundamente discriminatório, pela exclusão que efectuam aos clubes que não têm capacidade para pagar a taxa;

O preço reduzido do material…veremos…mas de onde vem não esperem nada de muito bom.

Para finalizar, a acção de formação no valor de € 750, por um dia de trabalho é a cereja no topo do bolo, onde esse Sr. Vítor Cabral “chupa” mais uns cobres aos incautos. Será que já passa factura ou continua a fazer como nas divulgações de cardio-ténis, onde cobra € 200 por hora de trabalho, mais os custos de transporte e de alimentação e recusa-se a emitir qualquer factura.

Se deixarmos, esta Federação conseguirá fazer o impossível, servir de comissão liquidatária de três modalidades em território nacional, o ténis, o padel e o ténis de praia.

Enquanto os clubes não se consciencializarem que têm de tomar em mãos os destinos do ténis, a bem do ténis, continuaremos a ter que suportar a uma cambada de “benzocas” presunçosos que nada têm feito em prol do ténis, limitando-se às fotos da praxe e aos beija-mãos que pontualmente vão acontecendo nesse Portugal de conto de fadas onde actuam os nossos dirigentes federativos.

Paulo Marques
in Tenis Um Mundo

04/12/10

TECNIFIBRE T-FIGHT 305 V02MAX - REVIEW

Em parceria com a FERFILTENIS, o Luis Correia do Online Tennis Blog teve em mão a nova Tecnifibre T-Fight 305 V02max.

A nova aposta da marca francesa oferece versatilidade e é indicada para qualquer tipo de jogador.

Basta seguir o link para saber o review do Luis Correia

12/11/10

PLANO DE JOGO (ESTRATÉGIA)

Plano de Jogo (Estratégia)

O plano de jogo e de extrema importância, é ele que nos dá solidez e confiança e é capaz de definir uma vitoria duma derrota, por isso, mais vale ter um plano de jogo fraco do que não ter nenhum, sem ele tornamo-nos num barco sem rumo.

O plano de jogo não pode ser rigido, tem que que ser flexivel o suficiente para se adaptar ao jogo do adversário, mas sem fugir da estratégia principal.

Bill Tilden, considerado um dos melhores jogadores de ténis do anos 20, uma vez disse: "always change a losing game, never change a winning one" - "Mudar o jogo vencido e manter o jogo vencedor" - Pois é.... falar e fácil!!!

Uma maneira abrangente de encararmos um plano de jogo e considerá-lo como um teste de resposta multipla (->sim ou ->nao), quando se lança a bola para o adversário, basicamente estamos a perguntar se ele saber responder ou não à bola lançada.

Se a resposta for negativa (erro forçado ou nao forçado) há que explorar esse erro, caso seja positiva (a bola passa a rede para o nosso lado) há que fazer novas perguntas até aparecer uma errada e explorar o jogo a partir daí, até porque não existe nenhum jogador a responder positivo a todas as bolas.

Esta é uma maneira muito abrangente de se olhar para um plano de jogo, claro esta quanto mais evoluido um jogador for, mais minunciosa será a estratégia.

Claro que o plano de jogo será mais fácil construir quando se conhece o adversário, e quando isso não acontece? Temos que basear o plano nos nossos pontos fortes e pontos fracos e tem que ser aplicado com todo o compromisso e garra possivel, adaptando a estratégia ao jogo do adversário de maneira a contrapor a estratégia dele -e isto não é nada fácil de se fazer-

Encarando a máxima de Bil Tilden: "Mudar o jogo vencido e manter o jogo vencedor" Quando e que sabemos que o jogo está vencido??? Quando se perde 2 pontos seguidos? Quando se perde 2 jogos ou mesmo o set?

É aqui que se destingue os bons dos maus jogadores. Grande parte desiste cedo demais do plano, e mudá-lo a 5-3 no 2 set com o adversário a servir, poderá ser tarde de mais, a não ser que seja num Grand Slam (até lá, vamos considerar à melhor de 3 sets).

A primeira questão a colocar é se é uma situação temporária, ou não? - Quem já não jogou de maneira intocável, onde todas as bolas vão dentro, mesmo as impossiveis e a liderança de 4-0 passa a derrota de 6-4?

Tem tudo a haver com a concentração, e é extremamente dificil manter-la durante um encontro inteiro, e o factor tempo tambem faz parte da equação da estratégia.

O nosso adversário até pode jogar que nós durante 30 minutos ou 1 hora, mas será que o consegue ser durante 2 ou 3 horas? A fadiga mental aparece mais tarde ou mais cedo, e os pequenos erros ajudam a desmotivar.

Sendo o ténis e um jogo de probabilidades e não de certezas, o plano de jogo serve para aumentar essas probabilidades de vitória a nosso favor.

Mas digamos que a meio do jogo, a estratégia adoptada é a errada. A segunda questão a colocar é: Que alterações devo fazer? - Primeiro e antes de mais, as alterações tem de ser feitas no âmbito das nossas capacidades. Se o servico-volley não é o nosso forte, certamente não será a melhor opção.

Em resumo, a vitória depende duma boa execução do plano de jogo e dos seus ajustes durante a partida. Há que manter cabeça fria para maior discernimento, concentraçao e acima de tudo vontade de ganhar.

Nota final: A vitória não depende dos winner que façam, mas sim dos erros que o vosso adversário fará. No ténis 85% dos pontos são derivados de erros, ou seja, só 15% é que são pontos ganhantes.

Bons jogos!

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